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A NOVA UNIVERSIDADE num mundo em transformação

 

Artigo para a Revista de Educação e Política Social publicada pelo Center for Promoting Ideas (CPI EUA)
Novembro do 2017

 

Osvaldo Della Giustina é formado em filosofia com curso de Jornalismo e pósgraduação em Planejamento estratégico e de recursos humanos.

Professor secundário e de nível superior nas áreas de filosofia,sociologia,educação e história.

Implantou e dirigiu entre outras, as Fundações: Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) e do Tocantins (UNITINS).

Homem público, foi Secretário de Estado e Deputado estadual em Sta. Catarina: Secretário para Reforma do Ensino Superior e Secretário chefe de Gabinete do Governador do Estado do Tocantins.

Na área federal, entre outras funções, foi Adjunto da Secretaria de Imprensa da Presidência da República e Chefe de Gabinete do Ministério da Educação, do Conselho Federal da Educação e do Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal.

É autor de 15 livros publicados, inclusive no exterior, dentre os quais PARTICIPAÇÃO E SOLIDARIEDADE a Revolução do Terceiro Milênio, e A NOVA UNIVERSIDADE num Mundo em Transformação, livros que fundamentam este encontro.

ÉTICA E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

Em uma de suas lúcidas declarações, como aliás costumam ser suas declarações, longe do perigoso dualismo de muitos dos que o rodeiam e de outros que, valendo-se das redes sociais   se julgam salvadores da Pátria em guerra contra os que a destroem, o Juiz Sérgio Moro afirmou que não será a lava jato sozinha que vai salvar os Brasil.

Na verdade, o aquele Juiz , com equilibro e coragem reconhecidas, em meio a paixões, interesses, ideologismos e partidarismos inconsequentes, sabe que o que pode fazer, e está fazendo com equilíbrio  e coragem, é limpar  a casa, para que novos inquilinos a ocupem, com honradez, com competência, com dimensão ética as funções que lhes cabe exercer na sociedade, sejam funções políticas, empresariais, jornalísticas, religiosas, ou simplesmente de pais e mães de família, líderes ou simples  membros de sua comunidade.

O grande equívoco que podemos estar cometendo e que se não corrigido não  vai levar a nada, a nenhuma transformação, é reduzir a ética a uma questão política e, mesmo dentro desse conceito reducionista, reduzir a ética apenas à corrupção e a corrupção ao desvio de dinheiro, ignorando que a ética vai muito além, abrange todas as pessoas, portanto atinge também a  mim  e você, atinge todos os setores da sociedade e seus comportamentos

Não existirá um governo ético se não existir uma sociedade ética. Não haverá uma sociedade ética se éticas não forem as pessoas.

Creio que é necessário, como ponto de partida, ter um conceito claro do que seja ética, e me parece que  esta é a questão fundamental, num momento em que tantos consideram a ética simplesmente um capricho que responde e justifica interesses individuais, sejam de ordem ideológica, política ou de outros caprichos .

Também os que entendem por ética, simplesmente o que é definido, ou regulado na lei, sem relacionar a lei com o direito e o direito com a justiça, como pensam, afirmam ou ensinam tantos, inclusive nas universidades, nas escolas ainda chamadas escolas de direito, mas que deveriam se chamar apenas  escolas de leis, ou cursos de acesso a internet para colar pareceres e jurisprudências.

Nesse contexto, a ética, a justiça, o direito, que vão às cucúias. Está aberto o caminho para que nada mude, para que a lava  jato  não passe de um episódio e o juiz Sérgio Moro apenas um personagem desse passageiro episódio

O livro que nos inspira PARTICIPAÇÂO E SOLIDARIEDADE, conceitua a ética e suas relações com o direito e prática que devem decorrer desse direito.

Participação e Solidariedade , inicialmente define a ética, e o faz em conformidade, aliás, com a definição de meu livro anterior- a Revolução do terceiro Milênio(I)  como sendo:

“ a expressão da conformidade entre a realidade e a natureza do ser e suas relações”

Fazendo uma analogia, isto equivale  dizer que uma árvore, não é o que eu quero que seja, mas uma árvore é uma árvore mesmo que eu deseje, ou que eu diga, que ela não é uma árvore, como também para sua sobrevivência  é necessário uma relação entre ela e a terra, ou o meio que a alimenta. Se não houver essa conformidade entre o que ela é e as relações que ela mantém, a árvore não sobrevive mesmo que o jardineiro queira que ela sobreviva. Esta seria a ética da árvore. Negado esse ser ou esta relação a árvore morre.

È isto que ocorre também entre os seres humanos e suas relações, que se expressa como a conformidade entre o ser e suas relações.

O entanto, entre os seres humanos e a árvore existe uma enorme diferença:

Na espécie humana e em suas relações há um elemento que só existe na espécie humana: a Consciência

Pois bem. Por existir a consciência nos seres humanos, existe a responsabilidade pelas escolhas e a responsabilidade pelas escolhas define a liberdade, a liberdade com a  responsabilidade de manter a coerância

Queridos amigos, queridas amigas, essas não são teorias, ou palavras inúteis situadas nas nuvens. Esses são conceitos essenciais que devem, ou deveriam ser conhecidos e praticados, sobretudo por aqueles que exercem poder ou qualquer forma de influência sobre a sociedade:

– os políticos, os empresários, os jornalistas e comunicadores sociais, os professores, as universidades, os pastores e suas igrejas, eu e você, queridos amigos e amigas

Sei que não é fácil chegarmos a isto, pois pagamos o preço de ser parte de um país, onde pensar é complicado, até porque foi uma lamentável herança do passado, onde foram praticamente proibidos os cursos de filosofia, entre os colonizadores e nos meios militares porque  ensinar  ou aprender a pensar  era perigosos, e entre os tecnocratas de ontem e de  hoje para quem não há mercado de trabalho para filósofos, a sociedade não necessita deles, dos filósofos. Para esses ,Sócrates, Jesus  Cristo, Marx, Platão ou Confúcio e outros que criaram civilizações, no Brasil seriam inúteis e desempregados.

Esses se satisfazem com a filosofia do técnico do Flamengo, ou da Seleção Brasileira.

Pagamos o preço por isto, e por mais que não desejássemos, acabaremos por comprovar na carne que tem razão o Juiz Sérgio Moro :

Não são suficientes o combate à corrupção, ou a lava a jato para salvar o Brasil. O combate à corrupção e a  lava a jato, são necessários. Mas é preciso ir muito além.

Colabore, querido amigo, querida amiga para chegarmos além.

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Valores como um dos fatores mais importantes das crises.

Meus queridos.

Em vídeo recente me referi à perda de valores, como um dos fatores mais importantes das crises , inseguranças e tensões  porque passa o mundo- e o Brasil de forma especial. Nesse vídeo  digo  que para entender o que se passa nos acontecimentos, não basta que fiquemos em sua superfície, mas devemos nos aprofundar em suas causas, como para entender o mar, dizia, não é suficiente contemplar suas ondas mas é preciso entender sua profundidade e extensão.

O Conteúdo Jurídico da Solidariedade

juridico2-1728x800_c“É preciso que a solidariedade se imponha como norma jurídica, envolvendo as relações das pessoas, das organizações e dos países, porque nas condições do absoluto poder da tecnologia, capaz de concentrar tudo, só a solidariedade permitirá realizar justiça.”
Livro Participação e Solidariedade – A Revolução do Terceiro Milênio (II)