Livro Participação e Solidariedade

No livro A Revolução do Terceiro Milênio, de Osvaldo Della Giustina, lemos que “a desconcentração política é institucional, e diz respeito à natureza e à concepção da organização social e do poder. Neste conceito, sendo as instituições de base, ou o cidadão, a origem do poder, as instituições centrais dele recebem a delegação para, em seu nome, exercê-lo, na medida em que essas funções lhe são delegadas, e não para exercê-lo de acordo com os interesses do estado.

In the book The Revolution of the Third Millennium, by Osvaldo Della Giustina, we read “the politic deconcentration is institutional, and concern to nature and to conception of social organization and power. In this concept, being the base institutions, or the citizen, the origin of power, the central institutions receive the delegation for, onhis behalf,  exercise it, as much as these functions are delegated, and not to exercise in accord with the state’s interests.”

O livro, que inspira a Carta por uma Civilização Participativa e Solidaria é  o fruto amadurecido de mais de 50 anos de estudos, reflexões, palestras e debates ministradas em Universidades e outros ambientes no Brasil e no exterior e, ainda ,de uma dezena de livros publicados, que direta ou indiretamente, giram em torno desta questão  de tanto significado para o momento em que vivemos: a criação  de uma nova sociedade, de dimensão civilizatória, que sintonize os avanços sociais com os avanços da Ciência e  Tecnologia.

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1  -  Em sua primeira  parte, o livro  analisa a “disritmia” que decorre da velocidade com que a Ciência e a Tecnologia vem transformando  o mundo, em contraste com a morosidade, ou a resistência que as sociedades,  especialmente seus segmentos beneficiários da atual organização social ,oferecem à transformação das Instituições sociais, em suas múltiplas expressões, herdadas do passado .Essa disritmia causa um desequilíbrio  global que, se não for revertido, leva necessariamente o processo civilizatório a alguma forma de  ruptura, pois na natureza, da qual é parte também a organização social, todo o desequilíbrio é insustentável .Não há,pois, de ser  diferente nas sociedades humanas.

As crises que afetam a sociedade em todos os seus segmentes, a economia, a  política, a ética ,a própria identidade das pessoas, constituem sinais desse desequilíbrio e nada indica que ele possa ser revertido se não houver, na área social, uma revolução, ou uma transformação tão grande, ou nas mesmas dimensões  da revolução em curso permanente, nas áreas da Ciência e da Tecnologia,

No entanto, enquanto essa Revolução que falta fazer, a Revolução do Terceiro Milênio, não acontece ,os princípios da competição e da concentração ,que funcionavam nos tempos da pequena e morosa tecnologia da máquina a vapor, ou do trem de ferro, impulsionados agora pela dimensão  da nova tecnologia e sua velocidade, continuarão promovendo e acelerando o processo de exclusão de povos e pessoas em tal nível, que o desequilíbrio resultante acabará por inviabilizar a manutenção da ordem  civilizatória, determinando, em consequência, alguma forma de ruptura .Esta ruptura ,então, terá dimensão equivalente aos desequilíbrios  que tiverem sido embutidos no processo.
Só a Revolução do Terceiro Milênio- a transformação da Sociedade em dimensão civilizatória, em sintonia, portanto , com os avanços da Ciência e da Tecnologia ,será capaz de reverter esse processo, restabelecendo o equilíbrio, e viabilizando, desse forma, na era postecnológica, a construção da sociedade em favor de homem, ou  seja, participativa e solidária.

2  -  Em sua segunda  parte, o livro analisa, através de fatos, dados e informações,  incluindo análises de organismos nacionais e internacionais, as crises e o processo de degradação em  crescimento no mundo nesse início do Século, coincidente com o início do Milênio. Nessas análises fica demonstrado  que ,enquanto crescem os índices de exclusão ,cresce paralelamente a dimensão e o poder dos sistemas globais, impulsionados pelos avanços da Ciência e pela força das novas tecnologias, abrangendo todos os segmentos das  atividades humanas e atingindo toda a organização social, não só a economia, mas a política, a cultura, a sustentabilidade ambiental, os padrões éticos  e de comportamento , as relações entre pessoas, povos e nações.

Dessa forma o desequilíbrio, vai além das crises setoriais evidentes, e alcança  a organização social em sua essência, ou seja atinge a própria civilização, ameaçando lançar a espécie humana numa nova forma de colonialismo, agora a ditadura  dos Sistemas, um novo tipo de totalitarismo  global que centraliza , monopoliza e manipula tudo, não só os usos e costumes, ou a cultura, mas  impondo seu domínio à economia, aos regimes políticos, ao pensamento, enfim eliminando o pluralismo e a diversidade, pressupostos da liberdade e, portanto, da dignidade humana.
O livro ,porém, não é apocalíptico. Ao contrario .Na Participação e na Solidariedade  o livro propõe o caminho alternativo para construção da sociedade humanizada, onde a dignidade humana seja preservada e  para cuja construção a  Ciência e a Tecnologia, poderão se transformar em instrumento . Dessa  forma impulsionadas, a Participação e a  Solidariedade, hão de se transformar no fundamento da  nova civilização, em lugar da competição e da centralização ,que estão inviabilizando a sociedade, pelo desequilíbrio que provocam, a continuidade do processo civilizatório.

3  -  Na terceira parte, sendo a Participação e a Solidariedade princípios éticos ,o livro propõe e desenvolve instrumentos práticos que os operacionalizam.
Assim o principio ético da Participação, pode ser operacionalizado através do instrumento prático da desconcentração a tomar o lugar da concentração, que exclui e desequilibra o processo. A desconcentração, ao contrário, traz os acessos para perto das pessoas e permite a diversidade , o pluralismo e, portanto, a liberdade e a dignidade humana.
Da mesma forma, o princípio ético da Solidariedade, encontra seu instrumento prático na cooperação, a tomar  o lugar da competição que produz o conflito, a guerra de interesses, e também  a exclusão  e, portanto, o  desequilíbrio. A cooperação, ao contrário, permite o crescimento harmônico  e reequilíbrio do processo.

A desconcentração e a cooperação, são instrumentos possíveis, e o livro cita dois casos ilustrativos:

- o processo de desenvolvimento desconcentrado, que fez do Estado  de Sta. Catarina, no Sul do País, um  Estado de alta qualidade de vida e  desenvolvimento humano, considerados os índices brasileiros.

- a nível internacional, o caso da União Européia, viabilizado pelo instrumento da cooperação, tomando o lugar da competição que,  entre outros males, só no século passado causou duas sangrentas guerras,as quais envolveram o mundo.

O retorno à competição e à concentração, são as duas ameaças que  pairam sobre os modelos conquistados, fazendo-os retornar ao passado de concentração, de competição e de exclusão.
Na conclusão, o livro, analisando aspectos antropológicos e históricos, se insere na teoria de Teilhard de Chardin, segundo a qual o processo de evolução da espécie, ou das sociedades  humanas, percorre o caminhos do simples para o complexo, do conflituoso e caótico para o cooperativo e harmonioso, retornando por esse caminho ao AMOR, que, tendo estado na sua origem , há de estar também no ponto de sua chegada, princípio e fim(o AMOR) de todo o Fenômeno Humano.


The book, that inspire the Letter for a Participating and Solidary Civilization is the ripened fruit of over 50 years of study, reflections, lectures and discussions administered in Universities and other environments in Brazil and abroad,and still, a dozen of books published, that directly or indirectly, spin around this question of such significance to the moment that we live in: the creation of a new society, of  civilizational dimension, that tunes the social advances with the advances of science and technology.

1 – In its first part, the book analyses the “dysrhythmia” which elapses from the speed in which Science and Technology have been transforming the world, in contrast with the morosity, or resistance that the societies, specially its beneficiary segments of the actual social organization, offering transformation of the social institutions, in their multiple expressions, inherited from the past. This dysrhythmia causes a global unbalance that, if not reverted, leads necessarily the civilizatory process to some form of rupture, because in nature, which is part also the social organization, all unbalance is unsustainable. Therefore, there must not be different in human societies.

The crises that affect society in all its segments, the economy, politics, ethics, the proper identity of the people, constitute signals of this unbalance and nothing indicates that it can be reversed if doesn’t have, in the social area, a revolution, or a transformation so big, or in the same dimensions of a revolution in permanent curse, in the areas of Science and Technology.

However, while this Revolution that remains to be done, the Revolution of the Third Millennium, doesn’t happen, the principles of competition and concentration, which functioned in the times of small and slow technology of the steam engine, or the railroad train, propelled now for the dimension of the new technology and your speed, will continue promoting and accelerating the exclusion process of the people in such a level, that the resulting unbalance will end to make unfeasible the maintenance of the civilizational order, determining, in consequence, some form of rupture. This rupture, so, will have equivalent dimension to the unbalances that had been embedded in the process. Only the revolution of the Third Millennium – the transformation of Society in civilizational dimension, in tune, therefor, with the advances of Science and Technology, will be able to reverse this process, reestablishing the equilibrium and make feasible, in this form, in the post technological era, the building of a society in favor of man, i.e., participating and solidary.

2 – In the second part, the book analyzes, through facts, data and information, include analysis of national and international organisms, the crisis and the process of degradation which is growing up in worldwide in this beginning of the Century, coinciding with the beginning of the Millennium. In these analysis stay demonstrated that, while growing indices of exclusion, grows at same time the dimension and power of global systems, propelled by the advances of science and by the strength of new technology, covering all segments of human activities and reaching all the social organization, not only the economy, but politics, culture, environmental sustainability, ethics and behavior standards, the relationships between people, folks and nations.

This way the unbalance, goes beyond the sectorial crisis evident, and reach the social organization in its essence, i.e., achieve the civilization itself, threatening to launch the human species in a new form of colonialism, now the dictatorship of Systems, a new type of global totalitarianism that centralizes, monopolizes and manipulates everything, not only the uses and customs, or culture, but imposing its domain to the economy, political regimes, to the thought, at last eliminating pluralism  and diversity, assumptions of freedom and, therefore, of the human dignity. The book, however, isn’t apocalyptic. Instead, Participation and Solidarity, the book proposes an alternative way for construction of a humanized society, where the human dignity be preserved and whose construction the Science and Technology, may be able to transform into an instrument. In this way propelled, the Participation and Solidarity, will have to transform in the fundamental of the new civilization, in a place of competition e centralization, which are making unfeasible the society, for the unbalance that provoke, the continuing of the civilizatory process.

3 – In the third part, being the Participation and Solidarity ethical principles, the book propose e develop practical instruments witch operationalize them. Thus the ethic principle of Participation and Solidarity, can be operationalize through the practical instrument of desconcentration to take the place of concentration, which excludes and unbalances the process. The desconcentration, on the contrary, brings the accesses closer to the people and allows for diversity, pluralism and therefore freedom and human dignity. In the same way, the ethical principle of Solidarity finds its practical instrument on cooperation, to take the place of competition that produces conflict, the war of interests, and also deleting and therefore the imbalance. Cooperation, by contrast, allows the harmonious growth and rebalancing process.

The desconcentration and cooperation are possible instruments, and the book mention two illustrative cases:

- the process of desconcentraded development, that made the State of Santa Catarina, at South of the Country, a State of high quality of life and human development, considered the Brazilian indices.

- at international level, the case of the European Union, made feasible by the instrument of cooperation, taking the place of competition witch, among other evils, only in the last century caused two bloody wars, which  involved the world.

The return to competition and concentration, are two threats that hover over the conquered models, making them return to the pass of desconcentration, competition and exclusion. In the conclusion, the book, analyzing anthropological and historical aspects, insert in theory of Teilhard de Chardin, according which the process of evolution of species, or human societies, cover the simple ways for the complex, of confrontational   and chaotic for the cooperative and harmonious, returning to this way for LOVE, which, having been at the origin there is also seating at the point of arrival, beginning and end (LOVE) of all Human Phenomenon.

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